FESTAS DA VILA - CADAVEIRA

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16 Junho 2018

Fados de Coimbra nas Festas da Vila em Valongo

Englobado no cartaz das Festas da Vila, decorreu, no passado sábado, uma noite de Fados de Coimbra com o grupo Raízes. O espetáculo, que teve lugar na Cadaveira, levou a esta pequena aldeia de Valongo cerca de três centenas de pessoas que encheram o Largo da Capela. A noite abriu com as intervenções dos Presidentes da Câmara Municipal e Junta de Freguesia, seguindo-se com a leitura, pelo único jovem residente, de algumas referências históricas da aldeia, com destaque para o incêndio de 1972, que afligiu aquela aldeia e provocou a destruição de casas e a morte de uma habitante. Seguiu-se o momento musical, onde foi evidente uma perfeita comunhão entre os fadistas e o público. No final do espetáculo musical, a população residente agraciou os forasteiros com a degustação de alguns petiscos gastronómicos produzidos na aldeia.

  A adesão foi grande e desde já a Junta de Freguesia de Valongo do Vouga, de forma reconhecida, agradece publicamente aos seus colaboradores e  a todos aqueles que participaram ou colaboraram para o grande sucesso da Noite de Fados no lugar da Cadaveira, pelo enorme contributo dado ao êxito deste evento.

Por último, às famílias e a cada um dos moradores deste lugar da Cadaveira, o nosso obrigado por fazerem ou tolerarem a festa e pelo excelente acolhimento dado aos muitos que nos visitaram estes dias.

 Obrigado Cadaveira!

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CADAVEIRA (Breves referências históricas)


1.ª Referência - Na relação das primeiras referências aos lugares que compunham a terra de Vouga (883 – 1325) o lugar da Cadaveira aparece referenciado em 1282 como “Chadaueira” nas Inquirições do Rei D. Dinis podemos ler “ Item da freyghisia de Valõgo Pedro Martis da Chadaueira disse que duas leyras que laura i Bronido que sõ regaego.” (Tradução: O mesmo na Freguesia de Valongo, Pedro Martis da CADAVEIRA, disse que duas leiras que lavra em Brunhido são reguengo, ou seja, terra pertencente ao rei).


2.ª Referência - Segundo o Censo de 1527 à população da terra de Vouga a póvoa da Cadaveira tinha 3 visinhos (fogos / casas) (página 361, A Terra de Vouga nos séculos IX a XIV, Delfim Bismarck Ferreira, 2008).


3.ª Referência - Nas Informações Paroquiais de 1721 podemos ler “ No lugar da Cadaveyra há huã Capella de S. Amaro, tem 14 fogos, 38 pessoas mayores, 5 menores e 2 ausentes, tudo 45 pessoas”.


4.ª Referência – No dia 20 de Agosto de 1972, o lugar da Cadaveira foi completamente arrasado pelo grande incêndio que devastou toda a região, à data a Soberania do Povo referia-se ao lugar da Cadaveira como terra Mártir para escrever “Na Cadaveira pôs de luto a gente. É triste o aspecto ensombrado do local. Nada de verdura que grite vida. (…) Um tufão de fogo passou (..) ficou a Morte.
A capela abateu-se. Um anjo foi fendido, ao meio, caíram-lhe as asas e o Santo Amaro voou na caliça misturado com os escombros. (…) Um pouco mais à frente, a casa (grande) do Sr. Américo Fernandes é um monte de escombros que infunde medo a quem se aproxima. (…) Homem és pó, e em pó te hás-de tornar, a Senhora Maria Pereira dos Anjos, de setenta e três anos, entrevada, acabou carbonizada. (…)
(…) Na Cadaveira Mártir, marcada a fogo, para o seu futuro, que será talvez longo, não houve ninguém que auxiliasse. Os habitantes tiveram que se haver com o fogo sozinhos. “ (…)
Em setembro de 1972, as entidades locais reúnem-se na Casa do Povo de Valongo do Vouga para discutir preços das madeiras queimadas (5$00 s/T no pinho e 15$00 s/T no eucalipto) tendo em outobro desse mesmo ano enviado ao Presidente do Conselho de Ministro uma exposição a reclamar sobre o preço a pagar pela madeira queimada. Nesse final de ano as entidade locais vão tentaram desenvolver um movimento de deslocação da população e do lugar para outro local mais seguro, entre os lugares da Redonda e Salgueiro, mas a população não aceitou a ideia e voltou a reconstruir as suas habitações.